Falhas de comunicação e falta de equipamento influenciaram acidente em aeroporto em Nova York, diz relatório
Vários erros humanos e falta de equipamento estiveram por trás da colisão entre um avião e um caminhão dos bombeiros em março no aeroporto LaGuardia de Nova York, segundo um relatório preliminar publicado nesta quinta-feira (23) pela Direção Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês).
O acidente entre um CRJ-900, da Jazz Aviation operado para a Air Canada, e o veículo de emergência causou a morte dos dois pilotos e deixou dezenas de feridos.
O relatório confirmou parte da informação compartilhada dias depois do acidente de 22 de março.
De acordo com os achados iniciais da investigação, o primeiro erro foi a decisão do controlador aéreo de autorizar os operadores do caminhão dos bombeiros a cruzarem a pista enquanto o avião se aproximava.
Ao se dar conta do erro segundos depois, o controlador ordenou "pare, pare, pare". Mas um dos operadores do caminhão disse que "não sabia para quem se dirigia a mensagem", segundo a NTSB.
"Depois ouviu 'Caminhão 1, pare, pare, pare' e soube que era para eles, percebendo então que haviam entrado na pista", acrescenta o relatório, quando já era tarde demais para evitar o acidente.
O relatório da NTSB também destaca a ausência de um transponder a bordo do veículo de emergência.
Os investigadores indicaram que o aparelho teria alertado de maneira automática ao controle aéreo que o avião e o caminhão se encontravam em uma trajetória de possível colisão.
"O sistema não pôde cruzar as informações de trajetória do avião com as do Caminhão 1 [...] e não previu um possível conflito com o avião em aterrissagem", indicou a NTSB.
O acidente ocorreu no meio da noite, em condições difíceis de operação, dado que várias equipes respondiam de maneira simultânea a outra emergência no aeroporto e as comunicações de rádio estavam parcialmente interrompidas.
LaGuardia é um dos três principais aeroportos que servem Nova York, com 32,8 milhões de passageiros em 2025, segundo as autoridades aeroportuárias.
E.K.Friedrich--NRZ