Neue Rheinische Zeitung - Curaçao, a 'Onda Azul' que se despediu com orgulho de sua primeira Copa do Mundo

Köln -
Curaçao, a 'Onda Azul' que se despediu com orgulho de sua primeira Copa do Mundo
Curaçao, a 'Onda Azul' que se despediu com orgulho de sua primeira Copa do Mundo / foto: © AFP

Curaçao, a 'Onda Azul' que se despediu com orgulho de sua primeira Copa do Mundo

Apenas um gol. Apenas um ponto. Ainda assim, Curaçao transborda orgulho após sua primeira participação em Copas do Mundo.

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"Estou muito feliz com o que esses rapazes fizeram. Eles trabalharam muito duro", disse o holandês Dick Advocaat, técnico da equipe, após o encerramento da campanha no Mundial para a 'Onda Azul', como o time é popularmente conhecido.

"É preciso dar todo o crédito a eles. Lutaram por Curaçao, deram tudo de si e sentiram orgulho", acrescentou o veterano treinador de 78 anos.

A Copa do Mundo de 2026, na América do Norte, foi uma verdadeira aventura para a seleção desta pequena nação caribenha de 160 mil habitantes.

O primeiro gol de Curaçao em Copas do Mundo foi marcado pelo defensor Livano Comenencia, embora a partida de estreia tenha terminado em uma derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

A equipe de Advocaat seguiu sua trajetória com um empate em 0 a 0 contra o Equador, jogo marcado por uma atuação memorável do goleiro Eloy Room, que realizou um total de 15 defesas.

E o último duelo de Curaçao terminou com uma derrota por 2 a 0 para a Costa do Marfim.

- "História" e "amor puro" -

Comenencia disse que ele e seus companheiros se sentem como "fazedores de história".

"Um ponto em uma Copa do Mundo é fazer história", disse à imprensa o defensor do FC Zurich, da Suíça.

E os torcedores desfrutaram de cada momento.

A simples presença na Copa do Mundo foi "uma vitória" para Curaçao, diz Sue Vandaalen, uma torcedora de 38 anos.

"Estamos todos loucos, loucos, loucos, curtindo o momento, porque esta é uma das oportunidades mais lindas de colocar a ilha no mapa", disse ela à AFP.

A equipe vivenciou muito mais do que apenas futebol ao longo do torneio, em meio a um clima festivo que incluiu visitas aos times Miami Marlins, da MLB, e Miami Dolphins, da NFL.

E houve tempo para prestar homenagem àqueles que já não estão mais entre eles.

Após sua atuação brilhante no gol durante o empate entre Curaçao e Equador, Room homenageou a memória de Jarzinho Pieter, um ex-companheiro de equipe que faleceu devido a uma insuficiência cardíaca enquanto a seleção estava concentrada, em setembro de 2019.

"Isso é para você! Puro amor!", dizia uma camiseta exibida por Room, que trazia uma foto de Pieter dentro de um coração com as cores da bandeira de Curaçao.

- O futuro -

"Precisamos melhorar", afirma Advocaat.

Esta foi sua terceira Copa do Mundo, tendo comandado anteriormente a Holanda nos Estados Unidos em 1994 e a Coreia do Sul na Alemanha em 2006.

E ele quer que seus jogadores possam voltar a viver a experiência de participar de uma Copa do Mundo.

De qualquer forma, resta saber se ele permanecerá no cargo.

"Ele teve uma longa carreira, uma carreira maravilhosa, e precisamos dar-lhe espaço e deixá-lo decidir, mas é claro que queremos continuar trabalhando com ele. Ele é um grande treinador", disse Room à imprensa.

J.Hoffmann--NRZ